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Unaí acende alerta para febre amarela e reforça vacinação; autoridades pedem proteção aos macacos
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A confirmação de um caso de febre amarela em um macaco encontrado na região de Unaí acendeu o alerta das autoridades de saúde e reforçou a necessidade de vacinação da população. Apesar do cenário preocupante, até o momento não há registro da doença em humanos no município.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, José Juliano Espíndula, o avanço da doença na região é evidente. Somente neste ano, já foram registradas 49 epizootias — como são chamados os casos de adoecimento ou morte de primatas não humanos.

Além de Unaí, cidades vizinhas como Arinos, Buritis, Riachinho e outras localidades também tiveram resultados positivos em amostras analisadas pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório de referência para o Estado de Minas Gerais.“O vírus está circulando nas matas da nossa região. Os números não mentem e o risco é real”, afirmou o secretário.

Vacinação é principal forma de prevenção

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde faz um apelo para que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada. A vacina contra a febre amarela está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde.

Atualmente, o esquema vacinal prevê:
• primeira dose aos 9 meses de idade;
• reforço aos 4 anos;
• para pessoas a partir de 5 anos que nunca se vacinaram, dose única para toda a vida.
Para idosos acima de 60 anos, gestantes e pessoas com baixa imunidade, a orientação é buscar avaliação médica antes da vacinação.


“A vacina é a única forma eficaz de proteção. Precisamos que quem ainda não se vacinou procure uma unidade de saúde o quanto antes”, reforçou José Juliano.

Macacos não transmitem a doença

Outro ponto destacado pelas autoridades é a importância de preservar os macacos, muitas vezes injustamente associados à transmissão da doença. Segundo a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Elen Costa, os primatas são vítimas do vírus e desempenham papel fundamental no monitoramento da febre amarela.

“Os macacos funcionam como sentinelas. Eles nos alertam sobre a presença do vírus na natureza. Agredi-los ou matá-los só dificulta o trabalho de vigilância e coloca a população em maior risco”, explicou.

A transmissão da febre amarela ocorre por meio da picada de mosquitos silvestres, como os dos gêneros Haemagogus e Sabethes, comuns em áreas de mata. Nas áreas urbanas, o Aedes aegypti funciona como transmissor. Não há, até o momento, registro de transmissão urbana na região.

O que fazer ao encontrar um macaco morto

A orientação do CCZ é clara: ao encontrar um macaco doente ou morto, a população não deve tocar ou enterrar o animal. O procedimento correto é registrar a ocorrência e comunicar imediatamente as autoridades.

O contato pode ser feito pelo WhatsApp do Centro de Controle de Zoonoses: (38) 3676-4615. É importante enviar foto e localização para que a equipe técnica faça a coleta de material e investigação.

Prevenção depende da população

Além da vacinação, medidas como o uso de repelentes e roupas de manga comprida em áreas de mata também são recomendadas. As autoridades reforçam que, apesar do alerta, não há motivo para pânico, mas sim para conscientização.

“Estamos em vigilância constante, mas precisamos da colaboração da população. A prevenção é o caminho para evitar casos da doença”, destacou Elen Costa.

A Secretaria de Saúde continuará monitorando a situação. A orientação é clara: vacinar-se e proteger os macacos são atitudes fundamentais para conter qualquer avanço de febre amarela no município.


Imagem da Internet
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