Cobertura vacinal baixa em Unaí, apesar dos esforços dos técnicos de saúde; PSFs estão abertos o dia todo e com estoque de vacinas disponíveis

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- Sem tomar vacina, população abre brecha para avanço de doenças que podem matar ou deixar sequelas graves, como tuberculose, meningite, paralisia infantil, sarampo, gripe, covid, entre outras

Os baixos índices de vacinação da população unaiense têm preocupado as autoridades e técnicos de saúde, que nãos se cansam de explicar a importância de as pessoas se imunizarem e se protegerem de doenças que podem agravar um quadro de saúde ou até matar. Em função da recusa de boa parte da população em se vacinar, doenças como sarampo e paralisia infantil (poliomielite), praticamente erradicadas, ameaçam retornar.


Crianças e adultos que não se vacinam também podem ser ameaçados por outras doenças tão graves, ou até mais graves, como gripes (que podem evoluir para pneumonias ou síndromes respiratórias agudas), covid (pode agravar um quadro de saúde de alguém com baixa imunidade), tuberculose, meningites, hepatites. As vacinas podem ainda proteger contra rubéola, cachumba, difteria, varicela, tétano.


Detalhe: os postos de saúde e PSFs unaienses, abertos de segunda a sexta, a partir das 7h, oferecem todas essas vacinas gratuitamente para a população. Mas, nos últimos 3 ou 4 anos, segundo autoridades sanitárias, os índices de vacinação vêm caindo substancialmente, apesar das campanhas de informação nos meios de comunicação da cidade, bem como no site, mídias sociais e aplicativos de mensagens oficiais da Prefeitura de Unaí.


“Vacinas que sempre tiveram boa aceitação estão com menos de 40% de cobertura. A cultura da população de se vacinar caiu muito nos últimos anos”, revela a coordenadora Sheila de Sousa Mendes, da Atenção Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Unaí. Segundo ela, boa parte dessa queda nos números se deve às fake news e campanhas de desinformação verificadas nos últimos anos.


Informações dão conta de que as pessoas se acostumaram a não ver casos de doenças, como sarampo ou paralisia infantil, porque foram imunizadas nas campanhas anuais de vacinação no país. Mas, a situação tem mudado nos últimos anos, e muitos deixaram de se vacinar, colocando em risco uma cultura de proteção sanitária que foi construída ao longo de décadas. “Se, por acaso, o sarampo for reintroduzido por falta de vacinação, pode haver muitas mortes”, alerta a coordenadora.


A mesma advertência é feita com relação a uma série de outras doenças (evitáveis pela vacina), que quando não matam, podem deixar sequelas graves para o resto da vida. Tome-se como exemplo, os números de vacinação da tetraviral: menos de 1% da população alvo unaiense (crianças e adolescentes) foi vacinada em 2023 (a meta é entre 90% e 95% de imunizados), o que deixa principalmente crianças à mercê de doenças como sarampo, cachumba, rubéola e varicela (catapora).


COVID: NÚMEROS DESPENCARAM


As duas primeiras doses contra a covid (o esquema básico), consideradas essenciais para controlar o contágio e reduzir drasticamente as internações hospitalares, são consideradas razoáveis quando comparadas com a meta a ser atingida, ou 95% de população alvo vacinada: a primeira dose foi aplicada em 80,49% da população alvo em Unaí. Na segunda dose, já houve uma queda: 75%,41% dos unaienses alvo foram vacinados.


Depois do esquema básico de vacinação contra a covid, o governo anunciou as duas doses de reforço. Em Unaí, os índices caíram (em relação ao esquema básico), na primeira dose (45,79% de público alvo vacinado) e despencaram na segunda dose de reforço (16,98% de vacinados).


E quando foi anunciada a bivalente contra a covid, que protege contra o vírus inicial e contra a variante ômicron, aí os números despencaram de vez. E não houve campanha de informação e esclarecimento que desse jeito. Somente 10,33% da população alvo foram vacinados. Para tomar a bivalente, a pessoa precisa ter tomado ao menos as duas doses do esquema básico.


“A vacina bivalente protege a pessoa que, se for contaminada pelo coronavírus, não tenha quadros de saúde agravados. Vacinada, a pessoa contaminada pode sentir a covid como um simples resfriado”, explica Sheila Mendes.


E olha que não faltaram esforços das equipes de saúde para tentar vacinar o maior número possível de pessoas. Uma das ações foi estender o horário de funcionamento dos postos de vacinação, entrando pela noite. Oito postos de saúde funcionaram até após as 21 horas em dias “D” de vacinação.


Equipes de saúde também se deslocaram com vacinas até o presídio, a penitenciária, a unidade socioeducativa, a escolas, hospitais particulares, zona rural. Mas o resultado não foi o esperado, segundo a coordenadora da Epidemiologia. “Muitas pessoas até aceitaram tomar a vacina contra a gripe e a meningite, mas rejeitaram a bivalente contra a covid”.


O preconceito contra a vacina da covid, segundo ela explica, pode ter raízes fincadas nas campanhas de desinformação e nas notícias falsas que circulam pelas redes digitais. “Não faz sentido, porque vacinas como pfizer e coronavac utilizam a mesma tecnologia que já existia. Por exemplo, a coronavac é feita a partir de um vírus inativo, da mesma forma que é feita a vacina da gripe”.


A vacina da covid, em seu esquema inicial, também foi liberada para bebês, crianças e adolescentes. Foram vacinas próprias desenvolvidas para esse grupo específico, como a Pfizer Baby. Mas nesse segmento populacional, os números unaienses são ainda mais baixos. Significa que os pais não levaram as crianças (de 6 meses a 4 anos) para tomar as doses, principalmente a terceira (0,45% tomaram a terceira dose).


Para crianças de 5 a 11 anos, foi liberada a dose de reforço contra a covid. Somente 1% na faixa etária tomou a dose. Mesma lógica: os pais não levaram.


VACINAÇÃO CONTRA GRIPE CAI EM TODOS OS SEGMENTOS


Não faz muito tempo em Unaí, há pouco mais de três anos, os grupos que não atingiam a meta de vacinação de 95% contra a gripe, chegavam bem perto. O segmento de idosos, por exemplo, que sempre batia a meta, este ano chegou apenas a 43% de imunizados contra a influenza (vírus da gripe).
Mas outros segmentos como crianças (26,19%), gestantes (26,96%), professores (43,97%), puérperas – mulheres que tiveram filhos recentemente (23,97%) e trabalhadores da saúde (37,64%) também passaram longe da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.


“Gente, a vacina (que é sem contraindicação) combate três tipos de vírus que circulam no Brasil (incluindo o H1N1). Portanto, é a melhor proteção. Uma gripe mal tratada pode evoluir para uma síndrome respiratória aguda grave ou para uma pneumonia”, alerta a coordenadora, observando que a vacina ainda está à disposição do público geral em todos os postos de saúde ou PSFs de Unaí.


Assim como a vacina da gripe, todas as outras estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde ou PSFs unaienses. Cabe à pessoa se vacinar, para proteger-se, proteger sua família, sua comunidade, seu município, seu estado e seu país. A informação correta e a boa saúde agradecem.

 

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