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PMU e Província Carmelitana inauguram Casa de Acolhida para migrantes

A Casa de Acolhida Nossa Senhora do Carmo é fruto de parceria entre a Prefeitura de Unaí (PMU) e a Província Carmelitana de Santo Elias, grupo ligado à Igreja Católica. A casa, espaçosa, com três quartos, dois banheiros, sala, copa, cozinha e quintal vai funcionar na Rua José do Patrocínio, 739, Centro (próximo ao banco Itaú). Uma pequena celebração, nesta sexta (12/7), marcou a inauguração.

 

Os migrantes que chegarem a casa serão acolhidos com banho, alimentação e cama por até cinco dias. Haverá quartos e banheiros separados para homens e mulheres. A capacidade de ocupação da casa é para até 15 pessoas.

 

A casa de acolhida está sendo praticamente montada por intermédio de doações da sociedade unaiense. Já está equipada com fogão, geladeira, forno micro-ondas, beliches, colchões, entre outros móveis e eletrodomésticos. Tudo fruto de doações.

 

De acordo com a assistente social Nilma Vieira, que passa a atuar na casa a partir desta sexta, a maior parte de migrantes que busca uma casa de acolhimento rompeu vínculos com a família. "A maioria deles chega a Unaí em busca de trabalho. Como não encontram, se sentem frustrados, envergonhados em voltar para casa, começam a andar de cidade em cidade. Muitos até se envolvem com álcool e drogas", ela conta, com a experiência de quem coordenou a última casa de acolhimento de migrantes que funcionou em Unaí.

 

E por causa dos vínculos familiares rompidos e de demandas espontâneas dos migrantes, em quase todos os casos a rede socioassistencial do município acaba sendo acionada. Na maior parte dos casos, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), órgão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, fica com a incumbência de atender o migrante e/ou a família.

 

A secretária municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, Cláudia de Oliveira, disse que casa de acolhida e Creas é um casamento que precisa dar certo. "Todas as pessoas que passarem por aqui precisam ser referenciadas no Creas, porque é necessário dar uma solução para cada caso que aparecer".

 

O serviço de acolhimento de migrantes ficou um ano e meio suspenso em Unaí, em decorrência de mudanças na legislação (com a edição do novo marco regulatório do setor) e com o fim do termo de prestação de serviço da Associação Natal Justino da Costa, entidade que administrou a última casa de passagem na cidade até dezembro de 2017.

 

Parceria

 

"Fez uma falta danada, mas certo é que hoje já temos como acolher". Esse o desabafo do prefeito José Gomes Branquinho, quando começou a falar sobre a parceria que resultou na instalação da casa de acolhida. Ele justificou o desabafo dizendo que a Prefeitura tem suas limitações, não pode pegar e fazer do que jeito que quer, porque tem de ser observada a legalidade, a parte burocrática. "Felizmente surgiu a província e fizemos a parceria". Para o prefeito, organizações da sociedade civil são fundamentais para ajudar o município nessas realizações.

 

De acordo com o termo de colaboração assinado entre Administração Municipal e Província Carmelitana, a Prefeitura se compromete a fazer repasse do valor total de R$ 110 mil, dividido em parcelas mensais para o grupo religioso executar o serviço. O período de vigência da prestação do serviço vai até dezembro, podendo ser prorrogado. Uma coordenadora, uma assistente social, quatro monitores e uma cozinheira já estão prontos para acolher os migrantes.

 

A secretária Cláudia de Oliveira reconheceu que há um longo caminho a ser percorrido até que todas as demandas sociais no município sejam efetivamente atendidas. "Sabemos que não é fácil, é burocrático. Se fosse somente por nossa vontade, faríamos tudo mais rápido", ressaltou Cláudia, reconhecendo a importância do trabalho conjunto entre poder público e sociedade, para atender as necessidades sociais e preencher as lacunas que ainda existem no atendimento municipal.

 

Para o frei Geraldo D'Abadia, representante da Província Carmelitana e signatário do termo de colaboração, parceria é a palavra que melhor justifica essa união de propósitos no sentido de ajudar as pessoas que necessitam da casa de acolhida. "A gente pode fazer alguma coisa para ajudar, fazer alguma coisa para diminuir o sofrimento das pessoas". E para essa realização, ele diz esperar contar com a parceria das autoridades municipais, com a sociedade civil e com a Igreja (pastorais, vicentinos, catequistas).

 

Outros parceiros presentes manifestaram "explicitamente" disposição para ajudar no que for necessário: o vereador Valdimix, que disse acreditar no envolvimento da Câmara Municipal ("é um avanço para Unaí, a gente sabe como fez falta nesse período que a cidade ficou sem a casa de acolhimento); além de representantes da Igreja Iceia e do Rotary Club Capim Branco.

 

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A Casa de Acolhida Nossa Senhora do Carmo na rua José do Patrocínio, 739, Centro (nas
proximidades do banco Itaú)


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Frei Geraldo representou a Província Carmelitana de Santo Elias

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Prefeito Branquinho reconhece a importância da parceria

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Secretária municipal Cláudia de Oliveira (Desenvolvimento Social) quer casa de
acolhimento e Creas trabalhando juntos


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Frei Geraldo apresenta parte da equipe que vai trabalhar na casa de acolhida





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Notícias publicadas no período: 29/03/2005 até 17h24 do dia 13/12/2012