População deve avisar ocorrência de macacos mortos ou doentes

A Secretaria Municipal de Saúde está pedindo à população que informe à Vigilância Epidemiológica (3677-5049, ramal 206) ou ao Centro de Controle de Zoonoses (3676 4615) a ocorrência de macacos mortos ou doentes. A solicitação está sendo reforçada junto à população, porque técnicos precisam colher "imediatamente" material biológico dos macacos (mortos ou doentes), a fim de apontarem a causa das ocorrências. A notificação é obrigatória, porque o macaco é o hospedeiro silvestre do vírus da febre amarela (transmitido pela picada de mosquitos), e os casos de macaco morto ou doente devem ser objeto de investigação. Em Unaí ou região, não há nenhuma notificação da doença em macacos ou humanos.

Para reconhecer um macaco doente, segundo técnicos, é só reparar se o animal está afastado do bando, portanto sozinho e no chão. Nos dois casos (morte ou doença dos macacos), a pessoa que deparar com o animal deve entrar em contato imediatamente com os órgãos de saúde.

Na fazenda Bocaina, a 22 quilômetros de Natalândia, foram encontrados cinco macacos mortos, muito próximos um do outro. Porém, os técnicos não tiveram como colher o material para exame, porque os corpos já estavam em adiantado estado de decomposição (inviabilizando qualquer amostra).

Em adiantado estado de decomposição também estavam os corpos de macacos encontrados no PA Estrela Guia e na Fazenda Salito (direção de Palmeirinha). Por isso, a necessidade de os técnicos serem avisados (de ocorrências) o mais rapidamente possível para a coleta de material biológico viável para exames.

Já em Arinos, conseguiram coletar material de dois macacos mortos. As amostras foram enviadas para laboratório de referência do Estado e as autoridades aguardam o resultado dos exames.

Técnicos, no entanto, adiantaram que não há nenhuma necessidade de alerta ou alarme na região, porque a adoção dessas medidas (aviso de ocorrências) fazem parte de um plano de prevenção pela Vigilância Epidemiológica de Unaí e pela Vigilância Ambiental do Estado.

"Porque já têm comentários por aí de que as pessoas devem tomar vacina contra a febre amarela, porque há um surto da doença na região, e isso não é verdade", afirmam.

Investigar macacos mortos ou doentes é atividade rotineira desenvolvida pela vigilância ambiental e epidemiológica. Mas a participação da população, especialmente da zona rural, é fundamental para a ação dos órgãos de vigilância.

A comunicação de ocorrência precisa ser rápida, porque o macaco é o principal hospedeiro silvestre do vírus da febre amarela, e o homem é o hospedeiro urbano e acidental do vírus. O vetor transmissor é o mosquito que pica o macaco contaminado e transmite o vírus ao humano, também pela picada.

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Ao deparar com macacos mortos ou doentes, a população deve avisar os órgãos de saúde

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Nesse local, à beira de um ribeirão, cinco macacos foram encontrados mortos; porém, o
adiantado estado de decomposição dos corpos inviabilizou a retirada de material
para exame