Saúde garante: dengue está sob controle, mas preocupa

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) registrou 600 casos notificados de dengue em Unaí nos últimos meses. Dos notificados, 131 foram confirmados por exames. A desconfiança das autoridades de saúde é que existam mais casos suspeitos que estão sem notificação. Normas sanitárias determinam que a dengue é uma doença de notificação obrigatória em todas as unidades de saúde, tanto públicas quanto privadas (hospitais e clínicas particulares). Variadas ações são feitas com base nesse registro.

 

Coordenadora de Epidemiologia da Sesau, Adriane Araújo assinala que os agentes de endemias agem fundamentados na ficha de notificação do paciente, onde consta inclusive o número do registro. A partir daí é que agentes são enviados ao local de residência do paciente para borrifar inseticida e fazer as ações de combate ao mosquito. Adriane explica que o município é obrigado a justificar para o Estado as muitas ações, incluindo os gastos com inseticida. "Tudo precisa ser registrado. É o Estado quem envia inseticida para o município, e precissamos prestar contas", ela afirma.

 

Além desse alerta com relação à notificação obrigatória, que pode inclusive ser cobrada pelo próprio paciente, Adriane revela que mais 20 agentes foram contratados pela Prefeitura (contrato emergencial) para atuação diária nas ruas e bairros da cidade.

 

As denúncias de casas "sujas" ou que facilitam os criadouros do mosquito da dengue também continuam chegando à Sesau. A última denúncia registrada faz referência a uma casa, cuja água da piscina não é cuidada há muito tempo e cujo telhado está com as calhas entupidas. O dono será notificado e, caso não faça a limpeza adequada, terá o nome encaminhado para o Ministério Público.

 

A prevenção no caso da dengue é chave para que o mosquito não nasça. Quando não dá certo com a participação direta da população nas ações preventivas, o jeito é a Sesau preparar um plano de atendimento aos pacientes, conforme atesta Adriane. "Por isso, formamos uma comissão (composta por representantes do Hospital Municipal, dos PSFs, do Laboratório Municipal, da Epidemiologia, das ambulâncias) para avaliação semanal do avanço da dengue e adoção de providências a serem tomadas. A preocupação dessa equipe está mais focada na assistência ao paciente".

 

A orientação para a pessoa que apresenta febre alta, dores no corpo, manchas, coceira e outros sintomas que podem indicar a doença é procurar o PSF de referência onde ela mora ou a Policlínica, para quem não tem cobertura de PSF. As pessoas devem evitar procurar o Pronto-Socorro do Hospital Municipal, quando as outras unidades estiverem funcionando. O PA deve ser procurado somente nos finais de semana e fora do horário de funcionamento das unidades.

 

Como há um forte desejo da população pelo acionamento do fumacê, Adriane afirma que Unaí já enviou ao Estado ofício com pedido de liberação do veículo. Ela diz acreditar, porém, que o Governo de Minas não deve liberar o fumacê, enquanto não for constatado estado de epidemia ou descontrole total da doença. Por enquanto, ela garante que a dengue está sob controle na cidade. 

 

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