Unaí vacinou 96% da população contra febre amarela

Enquanto Minas Gerais corre contra o tempo para atingir a meta de vacinar 95% da população do Estado contra a febre amarela para formar um cinturão de bloqueio, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Unaí já vacinou 96% da população do município. A pressa em vacinar o maior número possível de pessoas (o Estado vacinou 81%) se deve à primeira morte registrada em Minas Gerais em 2018 e aos casos que vêm acontecendo nos estados vizinhos. Nesses primeiros dias do ano, a primeira vítima em Minas foi um homem na cidade de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte. Três mortes foram registradas na Grande São Paulo. No Estado do Rio, há alerta para imunização. Em Unaí, não há registros de febre amarela. O surto de febre amarela que atingiu o Brasil em 2017 foi o maior com número de casos em humanos desde 1980.

 

Em Unaí, "a situação está tranquila", segundo o setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde. Essa tranquilidade deve-se principalmente às campanhas intensivas de vacinação que o município executou principalmente nos anos de 2004 e 2008, além das atualizações do cartão nos anos seguintes. O aparecimento de macacos mortos em Unaí e região desde o início da década poderia ser indicador da presença da febre amarela. Mas, de acordo com a Epidemiologia Municipal, todos os testes feitos com os macacos (da região) deram negativo para a doença.

 

Mesmo com a expressiva cobertura vacinal, a Secretaria de Saúde da PMU está fazendo uma busca ativa na zona rural unaiense por pessoas que ainda não tomaram a vacina. Os agentes percorrem casa por casa. Os números, conforme registros, são animadores: as equipes de busca estão constatando que, a cada 100 "buscados", apenas três ainda não se vacinaram. Quem ainda não vacinou deve procurar uma unidade de saúde e garantir a dose.

 

A prevenção mais eficaz é por meio da vacinação. A vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes de a pessoa seguir para áreas de floresta, para áreas rurais ou de mata (ou ainda áreas com recomendação da vacina).

 

Especialistas brasileiros consideram que a imunização em duas doses é uma estratégia de prudência. Pela recomendação do Ministério da Saúde, a primeira dose garante proteção por dez anos. Mas, para uma imunização definitiva, para toda a vida, é preciso aplicar uma segunda dose, de reforço.

 

O macaco não transmite

 

Assim como o humano, o macaco é apenas hospedeiro do vírus da febre amarela. Mesmo contaminado, o macaco não transmite a doença ao homem. A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela, ou tomado a vacina contra a doença, é picada por um mosquito infectado, o Haemagogus e o Sabethes.

 

Na cidade (ou centro urbano), a febre amarela pode ser transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue, chicungunha e zika. Porém, a chamada febre amarela urbana não ocorre no Brasil desde 1942.

 

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A febre amarela é transmitida pela picada do mosquito: silvestre (Haemagogus e Sabhetes),
urbana (Aedes aegypti)