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Prefeitura quer acabar com filas na Central de Regulação

 

Estender o horário de expediente da Central de Regulação das 7 da manhã às 17 horas. Esta foi a primeira ação prática da nova administração de Unaí para acabar com as filas. A Central agora funciona também no horário do almoço.

Todavia, quem passa, ou vai à Central de Regulação, ainda vê fila pela manhã. Nesta sexta-feira (20/01), por exemplo, mais de 100 pessoas se aglomeraram para atendimento. Foi necessária a distribuição de senhas. Às 13 horas todas as pessoas que madrugaram na fila já tinham sido atendidas. A Central de Regulação fica aberta até as 17 horas. Não havia necessidade de fila.

A fila só se justificaria se houvesse demanda por agendamentos superior àquela que a Central consegue atender em seu novo horário de funcionamento: das 7 às 17 horas.

A Central de Regulação foi criada por lei, recebeu recursos do SUS para implantação e é responsável pela regulação do atendimento em saúde de média e alta complexidade.

Ou seja, ela recebe o paciente que já passou pela unidade básica de saúde ou posto de saúde da família (PSF) e foi encaminhado pelo médico clínico para consultas com um especialista ou para exames. A Central regula também as cirurgias eletivas, os exames de alta complexidade e o encaminhamento de pacientes para tratamento especializado fora de Unaí.


Retrocesso

Os últimos meses de 2016 foram marcados por diminuições no ritmo e volume de atendimento na Central. O horário de funcionamento, por exemplo, era só das 7 ao meio-dia. O serviço de marcação de consultas por telefone foi descontinuado em outubro por falta de pagamento.


Reestruturação administrativa

A Central de Regulação está passando por processo de reestruturação administrativa que já resultou em redução de gastos no valor mensal de cerca de R$ 20 mil. Isso porque a atual administração municipal extinguiu cargos de coordenadores de áreas da Central.

Outra mudança diz respeito ao modo de operação, já que a Central passa a regular outros atendimentos e não apenas a atenção primária.

Ainda no quesito reestruturação administrativa e redução de gastos, a Administração Municipal determinou o rompimento do contrato do município com a HS Health Solutions, empresa contratada pela administração passada para "auxiliar" na gestão da saúde unaiense.

Dos R$ 4,8 milhões constantes do contrato com a HS, mais de R$ 3 milhões foram empenhados no governo passado. Com o rompimento do contrato, a atual administração bloqueou o recurso faltante (em torno de R$ 1,7 milhão) e espera pelo resultado dos desdobramentos, que podem chegar, inclusive, às vias judiciais.

O sistema da HS, de acordo com o coordenador da Central de Regulação, Evaldo Alcebíades, operou exclusivamente na marcação de consultas e na triagem de pacientes, distinguindo moradores de Unaí dos não moradores. Atualmente, o sistema Sonner (que já atendia a Prefeitura) vai unificar todo o sistema da Regulação, ação que já está resultando em mais economia para o município.


Cartões de Saúde

Outra despesa desnecessária, na opinião dos gestores de saúde, foi o recadastramento dos unaienses em sistema próprio e a confecção de cartão municipal de saúde. Foram entregues ao município cerca de 40 mil cartões, muitos entre os quais "em branco". O material encontra-se lacrado na Central de Regulação, aguardando procedimentos futuros.

"O cidadão já deve estar cadastrado na lista nacional do SUS e possui um número que o identifica no cartão do SUS, portanto não precisa de outro cartão municipal. A intenção de restringir o atendimento somente ao morador de Unaí não se sustenta, porque a universalidade no atendimento é direito garantido a todo o cidadão, em qualquer parte do território nacional", explica a secretária municipal de Saúde, Denise de Oliveira.


Atendimento melhor

Com a nova gestão da Central de Regulação, a meta é (além de acabar com a formação das filas de madrugada e o acúmulo de pessoas no local pela manhã) conseguir marcar consultas médicas para um prazo médio de 45 dias (estourando 60 dias).

Os gestores da saúde unaiense explicam que consultas médicas ou exames marcados com prazos muito alongados (média de seis meses) oferecem risco de 80% em faltas de pacientes, ou seja, quando o prazo é muito longo, 8 em cada 10 pacientes faltam às consultas ou aos exames.

Quanto ao atendimento primário nas unidades básicas de saúde ou PSFs, basta o paciente se dirigir até o local para ser atendido. De lá, se houver necessidade, o médico clínico encaminhará o paciente para a Central de Regulação, que ainda funciona na Avenida Governador Valadares, 1.230, Centro.

A Administração municipal já estuda uma maneira de transferir a Central para um local menor (com aluguel mais barato), por medida de contenção de despesas. Com isso, acena com a necessidade da redução de filas e diminuição do acúmulo de pessoas no local (ao mesmo tempo).


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A Central de Regulação está na avenida Governador Valadares, 1386, Centro; O horário de
funcionamento é das 7h às 17h, e o telefone para contato é o 3677-5059 



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Notícias publicadas no período: 29/03/2005 até 17h24 do dia 13/12/2012