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Médico do Same Unaí alerta: “Precisamos voltar a dizer que a aids mata”

O Serviço de Atendimento Médico Especializado (Same), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu palestra, nessa terça-feira (15/12), sobre HIV-aids para os profissionais que atuam na saúde pública unaiense. O palestrante, médico Juliano Machado, referência sobre HIV-aids no Same, deu detalhes sobre a doença e explicou como funciona o atendimento aos soropositivos em Unaí. Durante sua explanação, Juliano afirmou que é preciso informar à população que a aids mata e que a principal forma de prevenção é a prática do sexo seguro, com uso de preservativos (camisinha). "Precisamos voltar a dizer às pessoas, principalmente aos jovens, que a aids mata. O número de infectados pelo HIV está crescendo, inclusive entre a população mais jovem aqui no Noroeste de Minas. As pessoas estão se comportando como se a doença já tivesse cura. E ainda não tem cura, a aids mata", salientou.

O médico exortou os profissionais de saúde a difundirem nas comunidades a informação de que as pessoas precisam se prevenir e, principalmente, fazerem o teste, para saber se são soropositivas, ou seja, se possuem o vírus HIV no organismo. De cada quatro pessoas infectadas pelo HIV, uma não sabe que tem o vírus. Segundo o especialista, qualquer pessoa está sujeita a contrair o vírus da aids, desde que se coloque em situação de risco. "Não existe mais grupo de risco para a aids, existe o comportamento de risco", alertou. 

Apesar de reconhecer que o Same de Unaí já oferece todo o acolhimento necessário ao portador do vírus HIV e à família, e ainda oferta gratuitamente os medicamentos antirretrovirais para esses soropositivos, Juliano afirmou que o tratamento não significa cura.

"A aids ainda não tem cura. Quando se descobre que o paciente carrega o HIV no organismo, é necessário fazer o controle da carga viral, e para isso ele é obrigado a tomar diariamente um coquetel de medicamentos que pode trazer muitos efeitos colaterais. E o portador de HIV é obrigado a tomar esses medicamentos todos os dias do resto de suas vidas", alerta.

Para evitar que isso ocorra, o médico recomenda que as pessoas (sexualmente ativas ou que revelam comportamento de risco – como por exemplo, fazer sexo sem proteção ou compartilhar seringas para uso de drogas injetáveis) procurem o Centro de Testagem e Acompanhamento (CTA) do Same Unaí, a fim de se submeterem ao exame e, caso o resultado se revele positivo para o vírus HIV, serem encaminhadas para o tratamento (o quanto antes).

"Quanto ao tratamento, não temos dificuldades, porque o programa brasileiro antiaids é o melhor do mundo. O setor é muito bem estruturado e funciona bem. Se tem uma coisa que funciona bem no SUS é o programa de DSTs (Doenças Sexualmente-Transmissíveis ) e Aids. E o Same Unaí é referência de atendimento para todo o Noroeste mineiro", disse Juliano Machado.

Após fazer um apelo aos profissionais de saúde para que ajudem a disseminar na comunidade informações e orientações sobre a necessidade de prevenir a infecção pelo HIV-aids e o estímulo à realização do exame para o indivíduo saber se é portador do vírus, e ainda explicar o funcionamento do Same, Juliano Machado abriu o evento para perguntas e respostas dos presentes.

A palestra do médico referência do Same Unaí foi o fechamento de uma série de atividades (de informação e orientação à comunidade, principalmente a escolar) que o Same/Sesau desenvolveram para celebrar o Dezembro Vermelho.

As ações municipais começaram no dia 1º deste mês, quando foi celebrado em todo o planeta o Dia Mundial de Luta contra a Aids.


CTA-Same

Para fazer o exame de HIV (e outras doenças transmissíveis como sífilis, hepatites B e C), gratuitamente, a pessoa deve se dirigir ao CTA do Same Unaí, às terças e sextas-feiras, das 13h às 14h.

Os exames são realizados "na hora", sem necessidade de qualquer tipo de preparo prévio.

O resultado sai em uma semana.

Em caso de resultado positivo, o indivíduo é encaminhado para consulta com o médico de referência do Same e conta com auxílio profissional de enfermeiro, psicólogo, assistente social e farmacêutico.

Paralelamente, o paciente começa o tratamento e passa a receber os medicamentos antirretrovirais.

Todos os procedimentos são gratuitos e assegurados pelo Serviço Único de Saúde (SUS).

Os profissionais garantem que todas as informações sobre o paciente são mantidas no mais absoluto sigilo.

O Same funciona na Rua Luiz Alves, 700, bairro Cachoeira.

O telefone é o 3677-5056.

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Médico Juliano Machado (referência do Same Unaí) alerta para a necessidade de prevenção
ao HIV-aids, conclama os profissionais de saúde a difundirem informações sobre a doença
e pede que as pessoas sejam encaminhadas para a realização do teste


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O evento foi promovido pelo Same para os profissionais que atuam na saúde pública municipal

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A palestra foi complementada pela exibição de um vídeo com informações e orientações sobre o
HIV-aids






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Notícias publicadas no período: 29/03/2005 até 17h24 do dia 13/12/2012