Fiscalização Covid teve muito trabalho com praças e vias públicas lotadas no FDS do Dia das Mães

Fiscais covid classificaram esse fim de semana como o mais movimentado na cidade, desde o surgimento da pandemia. Para efeito de fiscalização, a noite de sexta-feira (7/5) já é considerada como a "mais caótica" enfrentada até agora, em razão da grande movimentação nas ruas e, principalmente, aglomeração de jovens nas praças públicas.

 

Com relação ao comércio lojista, segmento bastante movimentado no sábado para a compra de presentes, a maioria funcionou dentro das medidas pré-estabelecidas em decretos. No domingo, dias das mães, o movimento foi maior nos restaurantes.
Já prevendo grande movimentação, foram designados 22 fiscais para trabalhar nesse fim de semana. O atendimento foi 24 horas por dia na sexta, sábado e domingo. Tiveram o apoio da Polícia Militar, fundamental para execução das operações. A fiscalização atendeu 84 denúncias, que resultaram em notificações e multas.

 

PRAÇAS PÚBLICAS

 

A madrugada de sexta-feira foi especialmente trabalhosa para os fiscais. Não com relação ao comércio, já que bares e restaurantes cumpriram bem as determinações de distanciamento social e procuraram fechar no horário determinado em decreto, às 23 horas.

 

O problema maior foi depois: jovens (de 16 a 30 anos) saíam dos bares, compravam bebidas nas distribuidoras e lojas de conveniência, e lotavam as praças, provocando grande aglomeração.

 

De acordo com fiscais que trabalharam naquela noite, a aglomeração ocorreu em várias praças da cidade, com destaque para a do Mamoeiro, a do Novo Horizonte e a das Almas, perto da Factu. Somente na praça do Mamoeiro, cerca de 250 pessoas foram dispersadas nas operações.

 

Fiscais e policias tiveram muita dor de cabeça para tentar controlar uma grande aglomeração em praça pública no loteamento Curva do Rio, durante a madrugada de sexta para sábado. Por três vezes (já passando das duas da madrugada), eles foram ao local pedir a compreensão dos jovens. Conversavam com eles, pediam, dispersavam o grupo. Quando seguiam para outras ocorrências, os jovens voltavam para o luau.

 

DISTRIBUIDORAS E CHÁCARAS

 

As distribuidoras de bebidas seguiram dando muito trabalho para a fiscalização. Isso porque os jovens compram bebidas, inclusive depois das 23 horas, e vão ficando por ali, aglomerando na calçada das distribuidoras e arredores. Isso ocorre em todas as distribuidoras de bebidas de Unaí, sem exceção.

 

Todas já foram multadas, mas o problema permanece. Os donos alegam que não têm controle sobre os clientes que ocupam o espaço público. Os fiscais, entretanto, cobram dos donos de distribuidoras que controlem pelo menos o movimento na calçada em frente o estabelecimento.

 

Com relação às chácaras, houve algum controle das festas. Mas ainda assim uma movimentação com aproximadamente cem pessoas foi desarticulada (por fiscais e policiais) na madrugada de sexta-feira pra sábado, por volta de duas horas.

 

Ocorreu no Centro de Treinamento do Unaí Esporte, chácara no setor de mansões sul, onde os jogadores de futebol do clube fizeram uma festa de despedida da cidade. Entre os presentes (que foram multados), alguns adolescentes. Com relação a estes, os pais e o Conselho Tutelar serão notificados do ocorrido.

 

DIA DAS MÃES

 

O domingo foi relativamente tranquilo para a fiscalização. Movimento maior foi observado no horário de almoço nos grandes restaurantes da cidade. Em razão da quantidade de clientes, acabaram descumprindo algumas regras de distanciamento. Mas, os fiscais chamaram a atenção dos proprietários (ou gerentes), que buscaram fazer as adaptações necessárias.

 

SUPERMERCADOS

 

Os fiscais observam que os supermercados buscam se enquadrar nas medidas sanitárias. O problema, segundo eles, são os clientes, que descumprem as regras e agem sem consciência. "Há muito desgaste, porque os donos e colaboradores de supermercados tentam cumprir as regras, mas a resistência no cumprimento vem da população", diz uma das fiscais que visitou esses estabelecimentos no fim de semana.

 

A recomendação dos fiscais para prevenir aglomerações é que as famílias evitem ir em conjunto ao supermercado. Se somente um adulto – no máximo dois – puderem fazer as compras, tanto melhor, pois evita a presença de crianças e idosos em local de muita circulação de pessoas.

 

CONSUMO DE BEBIDA E AGRESSIVIDADE

 

A presença de policiais militares no apoio aos fiscais é fundamental, principalmente em local onde há consumo de bebidas, e um ou outro cliente pode se mostrar mais descontrolado ou agressivo. Os fiscais, porém, observam que isso não é comum.

 

"É raro o comportamento agressivo. Normalmente, as pessoas aceitam bem a nossa abordagem", explica uma das fiscais que trabalhou no fim de semana. Porém, nessa sexta ocorreu uma dessas raridades: um dos fiscais teve o colete e crachá puxados por um cliente durante abordagem num bar. Em casos assim, a polícia intervém.

 

Fiscais contam que alguns clientes de bar, depois de consumirem bebida, chegam a atrapalhar o dono na hora de fechar o estabelecimento às 23h, horário estabelecido em decreto. Ficam por ali, "ensebando", e deixam o dono em situação ruim perante a fiscalização. Esses "resistentes", como os agressivos, felizmente, são poucos.

 

PROTEGER A POPULAÇÃO

 

Cobrar o cumprimento das medidas sanitárias editadas em decreto é a principal função dos fiscais. Esse cumprimento visa à proteção e à segurança da população unaiense. "O fiscal não está nas ruas para 'ferrar' ninguém. O nosso trabalho é para garantir a proteção da sociedade na luta contra o vírus", avalia uma fiscal. "A maior parte da população aceita bem o nosso trabalho".

 

Entre os que passaram a aceitar bem o trabalho estão a maioria dos comerciantes. Tirando alguns poucos, que ainda resistem, a maior parte vem adotando posturas de compreensão e cooperação. Para maior controle das ações, a expectativa dos fiscais é pela tomada de consciência da população, principalmente a ala mais jovem (até 30 anos). A colaboração dessa parcela é fundamental para as ações de controle. Enquanto isso não ocorre, as operações continuam.

 

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