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Boas práticas no serviço público – materiais recuperados

Equipamentos e objetos que não servem mais aos diversos setores da Prefeitura, por serem considerados imprestáveis, são encaminhados para leilão. A maioria desses materiais é tratada como sucata "pura". A regra é geral, mas não é vista sempre assim pelo servidor Edigar Pereira dos Santos (coordenador do Almoxarifado Central), que enxerga utilidade em muitos materiais considerados pela maioria como inservíveis.

 

Nem tudo é "sucata pura" para Edigar. Ele aproveita peças e componentes de alguns objetos para recuperar outros. Muitos desses objetos rejeitados – alguns seminovos – depois de passar pelas mãos dele podem retornar ao setor, que já se preparava para a compra de um novo. Requalificar o que já era considerado inservível: esse o ideal de atitude que move Edigar. O resultado dessa boa prática reverte em economia para os cofres da Prefeitura e consolida uma postura de zelo pelo patrimônio público.

 

O zelo pelo material tido como "sucata pura" pode ser visto – reformado e reaproveitado – por toda parte no local de trabalho de Edigar. O material de escritório que compõe as salas do almoxarifado, que funciona na antiga Casemg (bairro Cachoeira), foi todo ele recuperado. O que seria vendido como sucata em leilão, por valor quase sempre irrisório, volta a ter valor de reaproveitamento.

 

"Mandam tudo isso para leiloar como sucata, muitos com destino ao ferro velho. Como eu trouxe umas ferramentas de casa, quando sobra tempo, vou consertando tudo o que é possível", afirma o servidor, ao mostrar uma sala cheia de materiais "inservíveis".

 

Na outra ponta, já recondicionados, ele nos mostra arquivos metálicos, geladeiras, cadeiras de escritório, mesas, bebedouros, estabilizadores de energia, nobreaks, ventiladores, periféricos de computador (teclados, mouses) e uma dezena de outros objetos e equipamentos. Todos recuperados e prontos para serem reaproveitados.

 

"Em muitos casos, em vez da Prefeitura comprar um equipamento novo, eu conserto o usado (ou seminovo) e mando de volta. É uma economia grande", reconhece Edigar, para quem zelar pelo patrimônio público deveria ser uma obrigação de todo servidor.

 

Edigar Pereira da Silva, 28 anos de Prefeitura, 12 deles servindo ao Almoxarifado Central, é exemplo de boas práticas no serviço público.


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Parte do material, que chega com selo de "inservível", é recondicionada por Edigar

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Todas essas cadeiras, já recuperadas, deverão ter destino mais nobre do que o leilão de sucatas

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Os arquivos metálicos, depois de restaurados, também poderão ser reaproveitados

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A geladeira, antes "imprestável", tem utilidade garantida no almoxarifado

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Depois de recuperado, o bebedouro voltou a ser útil


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O escritório do almoxarifado é composto por 90% de material recuperado; Edigar se orgulha disso

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Notícias publicadas no período: 29/03/2005 até 17h24 do dia 13/12/2012